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VGNJUR Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2024, 10:55 - A | A

Quarta-feira, 10 de Janeiro de 2024, 10h:55 - A | A

deu no O GLOBO

Condenado à prisão, delegado ironizou morte de Marielle: "A comemoração alguém sabe onde será?"

Delegado foi condenado por obstrução de justiça, organização criminosa, lavagem de capitais entre outros crimes

Lucione Nazareth/Fatos de Brasília

O delegado do Rio de Janeiro, Maurício Demétrio Afonso Alves, foi condenado a 9 anos de prisão pelo cometimento de obstrução de justiça, organização criminosa, lavagem de capitais entre outros crimes. A decisão foi proferida na última segunda-feira (08.01) pelo juiz Bruno Monteiro Rulière, da 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Rio. Cabe recurso da decisão.  

Maurício Demétrio foi preso em junho de 2021 em seu apartamento na Barra da Tijuca. Na época, foi apreendido no local R$ 240 mil em espécie, 13 celulares, carros de luxo e joias.   De acordo com o Globo, conversas extraídas de um dos celulares apreendidos mostram que o delegado ironizou a morte da vereadora Marielle Franco, ocorrida em 14 de março de 2018. “Gente. O enterro da vereadora será no Caju. Mas a comemoração alguém sabe onde será?”, diz trecho da conversa citada na decisão do juiz Bruno Rulière.  

O jornal cita que as conversas demonstram que Demétrio também teria se referido a delegada Adriana Belém de forma preconceituosa: "refere-se de forma racista a uma delegada chamando-a de “macaca escrota” e “crioula. Em ambas as conversas o interlocutor de Maurício é o delegado Allan Turnowski, na época, ocupava cargo de diretoria na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae).  

A conduta racista do delegado Maurício pesou na sua condenação. O juiz Bruno Rulière determinou ainda a perda do cargo de delegado de Polícia Civil e ordenou que o dinheiro arrecadado com a venda dos veículos importados do réu fique nos cofres do estado, resguardando apenas eventual direito de vítimas.

O Ministério Público Estadual (MPE) apontou Demétrio como chefe do bando formado por policiais civis de sua confiança, peritos, advogados e comerciantes. Segundo a denúncia do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), a formação do grupo ocorreu dentro da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), desde 2018.

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