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Política Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 13:55 - A | A

Quarta-feira, 12 de Junho de 2024, 13h:55 - A | A

COMPRA DE ARROZ

Geller se defende após sócio do filho participar de leilão: "não posso ser culpado"

Neri afirmou que analisa o convite da Comissão de Agricultura para explicar sobre as posições técnicas para o leilão

Adriana Assunção/VGN

O ex-secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PP) negou pedido de demissão após anulação do leilão de arroz em meio as suspeitas de conflito de interesse. Geller argumentou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi mal orientado e sugeriu que está sendo "bode expiatório" pelo “político na condução do leilão”.

“Eu não posso ser culpado por esse equívoco que está acontecendo. Eu não posso ser eu, penalizado por um erro político que foi cometido na condução desse leilão. Eu acho que o presidente foi mal orientado nessa questão de importação, até porque o arroz é o preço globalizado”, declarou Geller em entrevista à Band News nesta quarta-feira (12.06).

Neri afirmou que analisa o convite da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados para explicar sobre as posições técnicas, que segundo ele, não foram seguidas. Geller também defendeu que as importações fossem escalonadas, considerando o estoque do grão do Rio Grande do Sul, que não foi afetado pela enchente, o estoque do Mercosul e a capacidade de produção do Centro Oeste.

O ex-secretário também respondeu sobre uma das empresas vencedoras do leilão promovido pela Conab que pertence a Robson Almeida de França, ex-assessor do então secretário na Câmara e sócio de Marcello Geller. “Eu volto a frisar que o Robson é advogado e tem um escritório e tem consultório. Ele estava em meu gabinete até quatro anos atrás. Eu não posso tolher o direito dele, dele tocar a vida dele. Eu não tenho grau de parentesco com ele, eu não tenho nada. Ele está exercendo a corretagem no mercado desde o ano passado. A informação que eu tenho agora, que eu não tinha antes, é que ele participou de 10, 15, 20 leilões desde o ano passado, então, aqueles valiam agora não vale”, questionou.

Sobre a suposta participação do filho, Neri afirmou que seu filho negou a participação no processo. Ele explica, que quando seu filho estabeleceu a sociedade com a corretora, não era secretário. “Eu fui buscar as informações sexta e sábado, que meu filho que estava sendo ventilado que teria participado do leilão, que abriu uma corretora em agosto do ano passado. Eu conversei com o meu filho, ele categoricamente falou que essa corretora não foi ativada do ponto de vista operacional. Não fez nenhuma operação, não participou de nenhum leilão.”

Leia mais: Demissão de Neri Geller: Ex-deputado pode ter enterrado seu projeto político

 
 
 

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