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Política Segunda-feira, 13 de Maio de 2024, 15:32 - A | A

Segunda-feira, 13 de Maio de 2024, 15h:32 - A | A

em depoimento

Ex-servidora nega interferência na Saúde e insinua que empresas manipularam preços na pandemia

Ex-servidora diz que mesmo com preços altos, gestão Emanuel não deixou faltar remédios e salvou inúmeras vidas

Lucione Nazareth/VGN

A ex-servidora da Secretaria de Saúde da Capital, Hellen Cristina da Silva, revelou nesta segunda-feira (13.05), em depoimento na Comissão Processante (CP) da Câmara de Cuiabá, que a “briga política” em decorrência do período pandêmico acabou “destruindo famílias”, e reputações de pessoas pelo envolvimento delas indevidamente no desvio de recursos públicos destinado à Saúde da Capital. A declarações ocorreram na CP que investiga o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) por supostas irregularidades na Secretaria de Saúde.

Hellen Cristina foi contratada em 2019 na gestão de Emanuel para o setor de Recursos Humanos da Secretaria de Saúde, e que posteriormente foi remanejada para o setor responsável pela cotação de preços. Em 2020, ela foi demitida após ser alvo da Operação Overpriced por suposto envolvimento em esquema de sobrepreço na aquisição do medicamento Ivermectina, utilizado no tratamento da Covid-19

Ela afirmou que teve seu nome “jogado na lama”, e que foi chamada de “ladra” após ser apontada como a pessoal responsável por assinar “Mapa de Apuração” para cotação de preço do medicamento Ivermectina, o qual teria sido detectado sobrepreço. Ela afirmou que na época o medicamento “virou ouro”, e que seguiu recomendação do Ministério da Saúde sobre o kit Covid para sua aquisição.

A ex-funcionária alegou que as indústrias farmacêuticas se aproveitaram da pandemia para elevar os preços dos medicamentos, e que não colocaram as Prefeituras como prioridade na venda dos remédios. “Eles não colocavam faca no nosso pescoço, mas falavam: Quer comprar? Se não vou vender para outro! Nós tínhamos que comprar. A pressão estava grande, a demanda estava crescendo e as pessoas estavam morrendo, precisa-se dos remédios”, declarou Hellen.

Cristina relatou que nenhum vereador jamais a procurou para saber o fluxo de medicamentos e outros produtos e materiais hospitalares em relação a Covid, e que a “briga política” em decorrência do período pandêmico acabou “destruindo famílias”, e reputações de pessoas, como no caso dela Hellen.

A ex-servidora disse que após anos de “sofrimento” o processo o qual ela constava como ré foi arquivado. “O processo foi arquivado, sendo comprovado que não houve qualquer ilícito”, destacou.

Sobre os orçamentos para aquisição de medicamentos e outros insumos para combate à Covid, Hellen negou interferência nos processos no âmbito da Secretaria de Saúde, assim como não houve atuação de terceiros para beneficiar empresas. Ela destacou que na gestão Emanuel Pinheiro houve um trabalho “árduo” que salvou muitas vidas durante a pandemia, e que o foco era atender os pacientes sem qualquer distinção, pelo fato de que muitos eram de municípios do interior.

Além disso, negou qualquer conhecimento da participação do prefeito nas supostas irregularidades na Saúde.

Importante destacar que Hellen Cristina da Silva também foi alvo da Operação Curare, deflagrada pela Polícia Federal em 2021, que investiga organização criminosa por envolvimento em fraudes em contratações emergenciais e recebimento de recursos públicos em Cuiabá. As investigações apuram pagamentos ao grupo que superam R$ 100 milhões entre os anos de 2019 a 2021.

Leia Também - Prefeito de Cuiabá depõe no dia 22 na Câmara sobre supostas irregularidades na Saúde

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