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Brasil Quinta-feira, 04 de Janeiro de 2024, 13:59 - A | A

Quinta-feira, 04 de Janeiro de 2024, 13h:59 - A | A

EM SP

Padre Júlio Lancellotti é alvo de CPI a ser instalada na Câmara; Arquidiocese repudia

Por sua dedicação na região da “Cracolândia”, o padre Júlio Lancellotti foi taxado como “padre esquerdista”

Adriana Assunção/VGN

Alvo de uma possível Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de São Paulo, o padre Júlio Lancellotti recebeu nota de solidariedade dos Padres da Caminhada. Já a Arquidiocese de São Paulo afirma, em nota de repúdio, que “acompanha com perplexidade” a proposta do vereador Rubinho Nunes (União).

“Bem-aventurados os perseguidos devido à justiça, pois deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa, os insultarem, os perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês. Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a sua recompensa nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês (Mt 5,10-12)”, cita trecho da manifestação assinada pelos Padres da Caminhada.

O autor da CPI a ser instalada na Câmara quer investigar as Organizações Não Governamentais (ONGs) que atuam no centro de São Paulo, incluindo as atividades do padre Júlio Lancellotti, realiza um trabalho social com a população em situação de rua na capital paulista. Em razão de sua dedicação na região da “cracolândia”, o padre Júlio Lancellotti foi taxado como “padre esquerdista” por políticos de extrema-direita.

Em nota de repúdio, a Arquidiocese de São Paulo questiona a finalidade de uma CPI em ano eleitoral, sendo o requerimento apresentado por um ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). "Perguntamo-nos por quais motivos se pretende promover uma CPI contra um sacerdote que trabalha com os pobres, justamente no início de um ano eleitoral?”

Com uma assinatura em duplicidade, um total de 23 assinaturas no documento registrados no site da Câmara Municipal. Porém, o tema será tratado no Colégio de Líderes, na volta do recesso parlamentar que acontece em fevereiro.

Entre os que assinaram, consta Adilson Amadeu (União), Sandra Tadeu (União), Fernando Holiday (PL), Isac Felix (PL), Fábio Riva (PSDB), João Jorge (PSDB), Gilson Barreto (PSDB), Beto do Social (PSDB), Rute Costa (PSDB), Bombeiro Major Palumbo (PP), Sidney Cruz (Solidariedade), Rodrigo Goulart (PSD), Danilo do Posto de Saúde (Podemos), Dr. Milton Ferreira (Podemos), Jorge Wilson Filho (Republicanos), Sansão Pereira (Republicanos), Dr. Nunes Peixeiro (MDB), Rodrigo Goulart (PSD) entre outros que não foram possíveis de identificar. Já o vereador Thammy Miranda (PL) retirou a assinatura.  

Leia também: Juiz cita que interventora "ignorou" decisão judicial e manda bloquear R$ 4,7 milhões da Saúde de Cuiabá

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