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Brasil Sexta-feira, 15 de Julho de 2022, 10:44 - A | A

Sexta-feira, 15 de Julho de 2022, 10h:44 - A | A

inquérito policial

Delegada descarta crime de ódio e diz que policial penal matou petista por ter se “sentido humilhado” em festa

Delegada afirmou que investigações apontou que policial penal em nenhum momento foi no local com intenção de matar vítima por ser petista

Lucione Nazareth/VGN

O policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, será indiciado por homicídio duplamente qualificado por motivo torpe e perigo comum pela morte do tesoureiro do PT, Marcelo Aloizio de Arruda, ocorrida no último domingo (10.07) durante seu aniversário em Foz do Iguaçu, no Estado do Paraná. A informação foi revelada pela delegada chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, Camila Cecconello, durante entrevista coletiva nesta sexta-feira (15.07).

Guaranho, que também foi baleado e está internado em estado grave em uma unidade de saúde - , será ouvido depois que apresentar melhora no seu quadro de saúde. Na última segunda-feira (11.07), a Justiça do Paraná determinou a prisão preventiva do policial penal.

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Na coletiva nesta sexta (15), a delegada Camila Cecconello disse que por meio da análise das imagens das câmeras de segurança e depoimentos das testemunhas, levou a conclusão do inquérito policial em que se verificou que Guaranho soube da festa temática do PT em churrasco através de um amigo que teve acesso às imagens.

Segundo ela, posteriormente o policial penal foi ao local da festa de Marcelo Arruda ouvindo música temática do presidente Jair Bolsonaro (PL) e iniciou uma discussão com o tesoureiro do PT e outros participantes da festa.

“Foi possível verificar que antes da troca de tiros, Marcelo e Jorge a todo momento falavam abaixa a arma, abaixa a arma. (...) Jorge efetuou os primeiros disparos, e depois a vítima revidou acertando o autor”, contou a delegada.

Cecconello declarou que nos autos não existe provas suficientes para comprovar que o assassinato foi por crime de ódio em decorrência da vítima ser petista. “Nos autos, com depoimento da mulher do Guaranho foi possível verificar que o crime foi motivado pelo sentimento de ter sido humilhado. Ela contou que a vítima, na discussão, jogou pedra no carro que quase a atingiu e o seu filho. Então ele voltou por ter se sentido ofendido. Não há elementos que leva a cometimento do crime de ódio”, garantiu.

Ela ainda acrescentou: “A gente avalia que o autor foi no local apenas para provocar a vítima. Depois com a discussão que ocorreu o crime. Então avaliamos que ele em nenhum foi no local para cessar os direitos políticos ou de opinião da vítima. Então não temos elementos suficientes para apontar que o crime teve motivação política”.

A delegada descartou ainda a possibilidade de o policial penal ter premeditado o crime, e disse que eles não se conheciam antes da confusão. “Ele só voltou no impulso. Ele se sentiu ofendido e voltou”, negando a necessidade de reconstituição do crime.

Ainda segundo ela, as agressões sofridas por Guaranho, quando estava baleado ao chão, também serão apuradas.

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