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Política Quinta-feira, 27 de Outubro de 2022, 16:46 - A | A

Quinta-feira, 27 de Outubro de 2022, 16h:46 - A | A

Mauro X Emanuel

Michelly quer audiência sobre asfalto, Chico vê ódio e Marcrean sugere culto ecumênico pelo fim da mágoa

Michelly defende Mauro, Chico 2000 diz que governador quer "sapatear" em Cuiabá e Marcrean sugere culto ecumênico para selar a paz

Adriana Assunção/VGN

A sessão ordinária desta quinta-feira (27.10) da Câmara de Cuiabá foi "acalorada" sobre a situação dos 11 bairros de Cuiabá, que não receberam autorização do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), para que o Estado faça a execução das obras de pavimentação asfáltica.

O debate resultou na sugestão de audiência pública feita pela vereadora Michelly Alencar (União), que defendeu o direito do governador Mauro Mendes (União) em executar as obras. A população que acompanhava da galeria também acompanhou a reclamação do vereador Chico 2000 (PL), que afirmou que Mendes só quer "sapatear" em Cuiabá e ainda ouviram o vereador Marcrean (PP), sugerir culto ecumênico para selar a paz entre os gestores. 

Segundo a vereadora, o problema não se trata de uma “certa insegurança” política do Governo do Estado em fazer um convênio com a Prefeitura de Cuiabá, mas Judicial: “O que acontece é que a Prefeitura de Cuiabá não pode fazer convênios com o Governo do Estado, pois está negativada. Então, o problema é que quem não faz o dever de casa como deveria ser feito não pode avançar nas ações, o problema é que nem se o Governo do estado quisesse muito, ele não poderia fazer, por força de lei”, declarou a parlamentar.

Já o vereador Chico 2000 rebateu afirmando que o Governo do Estado firmou um convênio com a Prefeitura de Cuiabá, recebeu os projetos do município, mas recuou da pareceria sob o argumento de que o município estaria negativado. Porém, segundo ele, a alegação do Estado foi derrubada pelo Tribunal de Contas.

Leia mais: Emanuel terá que explicar porque não autoriza Governo Mendes asfaltar 11 bairros de Cuiabá

“Ocorre que com a aproximação das eleições e com o acirramento das divergências pessoais, o Estado alegou a impossibilidade de firmar o convênio em razão de uma pendência existente da gestão Galindo, que está transcorrendo desde 2012. Isso foi encaminhado para o Tribunal de Contas e o Estado tomou pau. Mauro foi prefeito de 2012 a 2016 e para ele, para os convênios de Cuiabá com o Estado, na gestão dele, enquanto prefeito, isso nunca foi impedimento. Outra coisa, se impedimento fosse, seriam por 5 anos, mas já se foram 10 anos”, criticou Chico.

Chico 2000 alega que o Estado só quer “sapatear” na Prefeitura de Cuiabá. Para o vereador, o Governo só quer fazer obras em Cuiabá, inclusive descumprindo um acordo inicial - em que a Prefeitura entregou o projeto - por divergência política. “Quer sapatear no terreno do qual ele não tem comando. Imagina se o Estado resolvesse fazer obras nos 141 municípios. Quem deixa um vizinho sapatear em seu terreno? Ninguém, e se eu estivesse prefeito dessa cidade eu também não deixaria.”

Ainda em um clima paz e amor, o vereador Marcrean dos Santos (PP) cobrou do governador Mauro Mendes e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, relações institucionais pelo bem da população. Ele disse que Cuiabá está sendo castigada e sendo prejudicada por conta da briga pessoal dos gestores.

“Vocês dois precisam deixar os problemas pessoais de lado. A população de Cuiabá depende do governador e do prefeito. Passe uma borracha no passado e volte a governar institucionalmente pensando no povo. O senhor (Mauro) entregou máquina para 140 municípios, mas Cuiabá não recebeu nenhum rastelo. O senhor está prejudicando o prefeito Emanuel? Não! Está prejudicando 700 mil habitantes, que o elegeu prefeito, governador e também lhe reconduziu ao cargo”, disse Marcrean.

Para amenizar a situação de Cuiabá, segundo Marcrean, os irmãos Campos, Jayme e Júlio (União) enviaram uma motoniveladora e uma pá carregadeira para Capital. Ele disse, ainda, que acredita que Mauro Mendes irá se sensibilizar, inclusive se ofereceu para orar para o fim da mágoa.

“Temos que perdoar para ser perdoado, se o prefeito falou algo que o senhor não gostou, que vocês dois sentem para conversar, se for preciso, faremos um culto ecumênico, levamos pastores e padres, faremos uma oração, pedimos para que Deus tire mágoas, rancor. Vocês foram eleitos para governar, não para se digladiar”, encerrou.

Leia mais: Vereador pede perdão a Abílio e quer “selar a paz” entre Mendes e Emanuel

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