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Política Terça-feira, 17 de Maio de 2022, 10:29 - A | A

Terça-feira, 17 de Maio de 2022, 10h:29 - A | A

"nada cúpula"

Jayme alerta aliados que apoio de Bolsonaro não basta para eleger: "Faço campanha com eleitor"

Jayme acredita que os pré-candidatos aliados do presidente precisam assegurar o voto personalizado

Adriana Assunção & Kleyton Agostinho/VGN

O senador da República, Jayme Campos (União), avaliou em entrevista nessa segunda-feira (16.05), que o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) não bastará para eleger um candidato ao Senado.

Citando sua própria experiência, o senador acredita que os pré-candidatos aliados do presidente precisam assegurar o voto personalizado, conquistado por serviços prestados ao cidadão.

“Os bolsonaristas que votam com Bolsonaro, não significa que ele vai votar no candidato a senador do Bolsonaro, o voto hoje ele é muito personalizado, não é nem partidariamente. Essa última eleição sabe quantos disputei com eles? 11, passei a régua nos 10, sobrou Jayme, porque você tem que ter serviços prestados, tem que ter um diálogo com a sociedade, fazer campanha como sempre fiz, debaixo para cima, eu não faço campanha de cúpula não, faço campanha com eleitor”, explicou Jayme.

Ele exaltou as pesquisas como um dos instrumentos mais modernos, que surgiu nos últimos 100 anos: “Eleitor de Jayme Campos está? Classe C, D, E, por quê? Porque eu o respeito, a classe humilde de Mato Grosso. Se dependesse dos ricos aqui, tinha tomado uma taca por cada motor.”

Jayme também criticou o grupo que se intitula como "bolsonarista raiz" e em razão disso defende que o eleitorado de Bolsonaro mantenha fidelidade ao grupo, causando divisão entre os antigos aliados e os novos aliados. “Os de raiz, agora estão usando esse termo agora, eu acho que isso, na prática, não funciona, até porque o Bolsonaro está caçando voto para ele. Há poucos dias ele declarou apoio a Wellington e que vai apoiar o governador Mauro Mendes, ótimo. Tem um grupo aqui em Mato Grosso que adora Bolsonaro, eu imagino que esse eleitorado vai votar em Wellington, uma parte vai votar no Neri e outra vai surgir”, opinou.

Na prática, Jayme acredita que o candidato não será eleito somente pelo apoio de Bolsonaro, mas pela competência em articular. “Agora dizer que basta o Bolsonaro apoiar o João, o Emanuel, de que vem fatura é conversa de bêbado para delegado”

Sobre a pré-candidatura de Wellington Fagundes, Jayme destacou sua base sólida em Rondonópolis. Segundo ele, até o momento, o senador é o preferido nas pesquisas. “Rondonópolis é o terceiro maior colégio eleitoral com o fechamento do número de títulos, Rondonópolis avançou bem, Várzea Grande ficou com 175. 403 mil eleitores, Rondonópolis foi para 165 mil eleitores e ninguém pode desconhecer o voto da região sul do Estado, hoje vota muito mais nas pessoas de lá do que pessoas de fora, hoje o voto está muito mais regionalizado. Eu particularmente, pelas pesquisas que vejo, Wellington é bastante favorito, mas política é como nuvem, em segundos pode mudar”, declarou.

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Entretanto, Jayme não descartou a possibilidade do cenário eleitoral mudar, como exemplo, citou a eleição de 2018, quando o presidente Jair Bolsonaro aparecia com 12% nas pesquisas: “ Bolsonaro tinha 12%, se lembram muito bem, aconteceu um fato na campanha dele (facada), aquela tragédia que teve, ele cresceu, passou a régua em todo mundo e venceu as eleições, não precisou de nenhum debate, não precisou fazer nenhum confronto, teve uma bela aparecida no cenário nacional até pelo acontecido”, lembrou.

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