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Cidades Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015, 17:30 - A | A

Quarta-feira, 18 de Novembro de 2015, 17h:30 - A | A

Julgamento

Pizzaiolo acusado de queimar corpo de jovem em forno vai a júri em Cuiabá

Crime ocorreu em fevereiro de 2012, em uma pizzaria de Capital

G1.com

O pizzaiolo Weber Melquis Venandes de Oliveira, 26, acusado de matar a jovem Katsue Stefane Santos Vieira, 23, a facadas e depois queimar o seu corpo no forno de uma pizzaria, em Cuiabá, irá a júri popular nesta quinta-feira (19), a partir das 13h30, por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O crime ocorreu no dia 3 de fevereiro de 2012, no bairro Barbado. Weber se encontra recolhido em uma unidade prisional de Cuiabá. O G1 tentou contato com a família de Katsue, sem sucesso. A defesa de Weber, por sua vez, afirmou que espera conseguir a pena mínima para o acusado.

Segundo a denúncia feito pelo Ministério Público Estadual (MPE), Weber teria conhecido Katsue no dia do crime, por volta das 4h, em uma boate localizada próximo da rodoviária de Cuiabá, no bairro Alvorada. No local, conforme a denúncia, ambos teriam usado droga e consumido bebida alcoólica na companhia de outras jovens que se encontravam no local. Ainda segundo o MPE, por volta das 5h, Weber e Katsue teriam deixado o local para comprarem mais droga e, após saírem na moto do acusado, a jovem não foi mais vista.

Conforme o MPE, assim que chegaram à pizzaria – que pertence ao pai do acusado -, Weber teria se armado com uma faca e desferido três golpes contra a vítima, acetando a região do pescoço, o que fez com que a jovem “sangrasse profusamente, chegando a manchar diversas partes da pizzaria”. Na sequência, o réu teria queimado o corpo da jovem no forno e limpado o local, saindo em seguida.

“Após a vítima perder os sentidos, o denunciado atirou seu corpo no forma da pizzaria e acendeu o fogo. Enquanto Katsue queimava, num ato de extrema lucidez, o denunciado lavou o estabelecimento, demonstrando a sua intenção de não somente impossibilitar a identificação da vítima, como também, de apagar os vestígios do homicídio por ele praticado”, diz trecho da denúncia.

O corpo de Katsue foi encontrado pela polícia horas depois, quase totalmente carbonizado. A polícia foi acionada, por sua vez, por pessoas – arroladas como testemunhas no processo – que viram marcas de sangue escorrendo pela porta da pizzaria.

Réu confesso

O acusado confessou o crime em depoimentos prestados à polícia e à Justiça, na companhia de seu advogado. Segundo Weber, ao se ver sozinho com Katsue na pizzaria, sentiu uma “enorme vontade de matá-la”, tendo partido para cima da vítima e recuado por duas vezes antes de efetivamente esfaquear a jovem. O acusado afirmou, porém, que desferiu apenas um golpe contra o pescoço da vítima e que, ao perceber o que havia feito, “ficou apavorado” e decidiu esconder o corpo.

Weber confessou ter empurrado a vítima com uma pá para dentro do forno, colocado mais lenha e ligado o forno. “O interrogando então fechou a boca do forno e enquanto queimava tentou lavar o chão, jogando o sangue para debaixo da porta, em direção à calçada”, diz trecho do depoimento do rapaz, na ação.

O acusado confessou ser usuário de drogas desde os 16 anos e que consumia o entorpecente quase diariamente. Ele negou que tenha mantido relação sexual com a vítima e afirmou ter se arrependido do que fez. A defesa de Weber tentou alegar insanidade mental do acusado, mas o resultado do laudo elaborado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) aponta que Weber “era, à época dos fatos, totalmente capaz de entender o caráter ilícito e de determinar-se de acordo com esse entendimento”.

O advogado do pizzaiolo, Paulo Fabrinny Medeiros, afirmou que seu cliente está arrependido de que o crime “foi consequência de uma noite regada a bebida e drogas”. Ele disse que pretende conseguir a pena mínima para Weber, mostrando outros casos durante o júri popular para tentar balizar a pena. O advogado afirmou, ainda, que o réu confessou o crime e que não irá tentar mudar isso durante o julgamento.

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