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Cidades Domingo, 23 de Junho de 2024, 10:16 - A | A

Domingo, 23 de Junho de 2024, 10h:16 - A | A

evasão escolar

Com 7 mil alunos fora da escola, Seduc-MT sofre para atrair estudantes

Sindicato acredita que fechamento de escola e falta de estrutura seriam causas

Da Redação/VGN

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) sofre para conseguir reduzir a evasão escolar em Mato Grosso, que em 2023 bateu a marca de 7 mil alunos fora da escola. 

Na quinta-feira (20), o secretário Alan Porto comentou sobre o problema e admitiu que a evasão escolar é um problema no Estado. 

"Estamos trabalhando muito forte, a evasão escolar não é um problema só de Mato Grosso, é um problema do Brasil e do mundo, essa escola que vamos entregar agora tem uma estrutura muito moderna", afirmou. "Nós temos a busca ativa escolar, acompanhamos o estudante e acionamos o Conselho Tutelar, a nossa meta é não deixar nenhum estudante para trás", completou Porto. 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), a Reforma do Ensino Médio, feita em 2017, e a política inútil de "meritocracia" do atual governo do Estado são alguns dos motivos que espantam alunos da escola. 

“A formação dos estudantes do Ensino Médio está focada apenas na oferta de conhecimentos elementares, ou seja, não existe em Mato Grosso a opção de formar cidadão, e bons profissionais. O governo do estado hoje não assegura uma política de educação e formação integral para a população”, disse o secretário adjunto das Políticas Educacionais do Sintep-MT, Gilmar Soares.

Além do fechamento de escolas, medida defendida pelo governador Mauro Mendes, o Sintep também aponta como causas da evasão escolar a precarização na contratação de profissionais; a sobrecarga de trabalho; formações continuadas descontextualizadas das necessidades dos profissionais e estudantes e falta de estrutura nas escolas (laboratórios, salas equipadas). 

A evasão de sete mil estudantes em 2023, somadas aos outros 12% de 2022, no Ensino Médio, é vista como fruto de toda essa conjuntura. Para Gilmar Soares, todo esse cenário justificaria a desmotivação por continuar os estudos, que se somam à necessidade de sobrevivência. “Muitos precisam trabalhar para ajudar as famílias e sem uma política focada nas necessidades dos alunos não há como eles permanecerem e o resultado é a evasão, a desistência”, conclui.

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