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Cidades Terça-feira, 11 de Junho de 2024, 09:28 - A | A

Terça-feira, 11 de Junho de 2024, 09h:28 - A | A

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Moradora de VG relata descaso na UPA do Ipase: "falou que não ia atender"

Inês é professora do município e pede providências pela forma como foi tratada

Nicolle Ribeiro/ VGN

Inês Salles, moradora de Várzea Grande, denunciou ao nessa segunda-feira (10.06) uma situação desrespeitosa que enfrentou durante um atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Ipase na noite de domingo (9).

Diagnosticada com uma infecção na cabeça, a paciente procurou a unidade médica para levar o resultado do exame de sangue, solicitado pelo médico plantonista na UPA no sábado (8). No entanto, ao entrar no consultório, o médico, identificado pelas iniciais G.I. de A., questionou se ela estava realizando acompanhamento em um posto de saúde e informou que o caso dela não seria resolvido ali e que ele não precisava atendê-la.

Desconfortável com a situação, Inês tentou explicar que só estava ali para apresentar seu exame e saber o diagnóstico, visto que realizar acompanhamento no posto de saúde demoraria muito e ela nem sabia o que de fato tinha. Foi então que o médico abriu o sistema e informou que estava tudo normal e que não havia nenhuma alteração.

“Ele disse: ‘Seu exame está normal, não deu nada’. Mas como não tinha dado nada? Eu estava sentindo muita dor, com o rosto coçando e uma sensação de queimação entre a cabeça e a face. Ele disse ainda que as feridas não eram nada, que se eu tivesse feito acompanhamento em alguma policlínica não teria tido as feridas”, relatou a paciente.

Salles destacou ainda uma fala do médico, afirmando que somente pacientes que chegassem ensanguentados ou com alguma parte do corpo quebrada seriam atendidos. Caso contrário, deveriam procurar uma policlínica.

“Perguntei a ele como poderia fazer acompanhamento em uma policlínica se a dor começou na quinta-feira. Eu tinha que procurar a UPA mesmo, porque precisava saber o que era. Como eu ia esperar para ser atendida numa policlínica? Foi quando ele disse que só casos de pessoas que chegavam cheias de sangue ou quebradas seriam atendidos, não esses casos de policlínicas”, disse Inês.

Apesar de informar diversas vezes que estava com dor e de que gostaria de saber do que se tratava seu caso, Inês foi negligenciada e receitada somente com Cefalexina e Dipirona. Foi necessário buscar outra unidade médica para receber o diagnóstico correto de bactéria na face e descobrir que os remédios receitados não ajudariam com a dor ou no controle da infecção.

Ele não me deu uma assistência, ele falou que não ia atender porque meu caso era de policlínica

“Na situação em que eu estava com muita dor, queimando de febre, ele não me deu uma assistência, ele falou que não ia atender porque meu caso era de policlínica”, declarou Salles.

Inês, que é professora do município, pede providências pela forma como foi tratada, visto que precisou procurar outro local para ser atendida com respeito e zelo. Ela destaca que diversas pessoas devem passar por situações semelhantes recorrentemente.

“Tive que procurar outro médico. Ele foi muito estúpido comigo. Agora imagina só as pessoas que estavam chegando lá e ele estava tratando da mesma forma. Ainda por cima, passou medicação errada para mim, a medicação que ele passou não tinha nada a ver com meu caso”, destacou a pedagoga.

Outro lado - A reportagem do entrou em contato com o secretário de Comunicação, Marcos Lemos, que informou ter solicitado todos os procedimentos realizados pelo referido médico. Ele destacou que denúncias como esta podem ser feitas junto à Ouvidoria do Serviço Único de Saúde (SUS) ou pela ouvidoria cidadã no site oficial da Prefeitura de Várzea Grande.

“A ordem superior da Administração Municipal é que toda e qualquer denúncia seja apurada e, se comprovadas, sejam adotadas as providências que a lei estabelece. Lembro ainda que toda denúncia deve ser comprovada, resguardando-se à outra parte o direito à ampla defesa e ao contraditório. Reforçamos ainda que, além da possibilidade de a denúncia ser feita junto à Ouvidoria do SUS, é possível também que seja feita na ouvidoria cidadã no site oficial de Várzea Grande, no endereço www.varzeagrande.mt.gov.br. A Secretaria de Saúde de Várzea Grande solicitou todos os procedimentos realizados pelo referido médico, já que a denunciante não se identificou.”

Já o médico, identificado pelas iniciais G.I. de A., informou ao que tudo não passou de um mal-entendido. Ele explicou que Inês foi atendida duas vezes na unidade médica, a primeira para medicação e a segunda para retorno. Na segunda visita, ele explicou que normalmente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é destinada a casos de urgência e emergência, como braços quebrados, e que não teria como o médico plantonista dar um diagnóstico concreto sem um acompanhamento específico.

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