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Artigos Segunda-feira, 24 de Junho de 2024, 09:26 - A | A

Segunda-feira, 24 de Junho de 2024, 09h:26 - A | A

Sonia Mazetto*

O primeiro passo é não perder a essência

Por Sonia Mazetto*

Sim, estamos em um ano eleitoral e os ânimos estão exaltados. Já assistimos em diversos canais de comunicação os pré-candidatos com diversos argumentos, principalmente aqueles “velhos” discursos de um legislativo que parece executivo. É um fazer asfalto e criar postos de saúde que é de se impressionar.

Acho que, como eleitora que sou, e sempre eduquei meus filhos assim, um agente político deve, acima de tudo, saber qual a sua função. Para que você está se candidatando? Está mesmo no lugar certo? Um vereador tem a missão de elaborar leis municipais e fiscalizar a atuação do prefeito. O Vereador não constrói, ele propõe!

Dito isso, acrescento a importância de se manter a essência. A política sempre foi um palco de atuações, e essa constatação não tem como negar. Época eleitoral é candidato que nunca fez uma ação solidária na vida falando que ajuda ONG, que coloca a mão na massa, que doa, mas, na verdade, tudo não passa de uma encenação.

Conversando com um grande amigo meu, que está no cenário político há anos, ele me disse uma coisa que ficou na minha cabeça: não venha com discursos antiquados políticos, eu vou resolver água, saúde, educação, asfalto, esse discurso não pega mais, é arcaico, é antiquado. Ou seja, não pareça quem não é, não prometa o que não acredita, essas estratégias não “colam” mais.

E eu acho que nesse jogo de encenação para ser um candidato popular, as pessoas perdem a sua essência em busca de uma vaga no legislativo, e isso é preocupante. Você vota em uma pessoa pelo que conhece dela, mas na encenação, quem conhece quem?

A geração que vem aí tem buscado propostas novas, verdadeiras, genuínas. E, ao contrário do que assistimos em eleições anteriores, as pesquisas apontam que são os jovens que vão definir os eleitos. São as redes sociais, as ações do dia a dia, a pessoa e sua história genuína que atrairão esse público, que há muito estava inerte em relação à política. E é o envolvimento dos jovens com os candidatos que influenciarão também os adultos, pelo menos é o que mostram as tendências.

E aí eu pergunto: está sendo proposto algo para os jovens? Aliás, o que os jovens esperam que seja proposto hoje? Não é mais aquele discurso dos pais de que todos os filhos devem estar na faculdade. Hoje, isso não significa sucesso profissional. Eh pais, ainda é difícil entender, mas os cursos técnicos e de rápida aprendizagem já são o presente. O mercado de trabalho não é mais o mesmo, a gente queira ou não!

O jovem também é mais aberto a novidades, a alternativas, como é o caso de um tema que trabalho bastante, que são as práticas integrativas e complementares. A juventude tem outra noção de saúde, de bem-estar, de viver novas experiências e de colocar o pé no freio quando algo está te sobrecarregando. Então, o que esses jovens buscam na saúde?

O grande ponto é entender que legislar é cuidar, não tem como separar uma palavra da outra, então como se pode cuidar também dessa geração que veio para ditar novos paradigmas? Devemos trazer a espiritualidade para a pauta? O assunto drogas ainda é o grande vilão? Claro que ficam mais questionamentos que respostas, afinal, estamos educados há anos a pensar em campanhas políticas para outro público.

E eu creio que esse será o desafio desta eleição: propor ideias também para os jovens, entender as suas necessidades, e, acima de tudo, não perder a essência, porque ninguém mais aguenta uma porção de políticos “atores” que surgem alguns meses antes do pleito.

*Escrito por Sonia Mazetto - Gestora de Potencial Humano, Terapeuta Integrativa, Fonoaudióloga e Palestrante

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