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Eleições 2022 Quinta-feira, 20 de Outubro de 2022, 21:23 - A | A

Quinta-feira, 20 de Outubro de 2022, 21h:23 - A | A

"Disputa eleitoral"

Brasileiros temem mais falar de política em local público, no trabalho e com a família, mostra Datafolha

Quase um terço dos eleitores (30%) acha que conversar sobre o assunto com desconhecidos na rua ou em outros lugares abertos pode gerar problemas.

Folhapress/ Júlia Barbon

Os locais em que os brasileiros mais temem falar de política ou revelar quem é seu candidato à Presidência são espaços públicos, no trabalho ou com a família, aponta pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (20).
Quase um terço dos eleitores (30%) acha que conversar sobre o assunto com desconhecidos na rua ou em outros lugares abertos pode gerar problemas. O receio, porém, caiu em comparação a antes do primeiro turno da eleição, quando 34% tinham a mesma opinião.

A porcentagem de quem tem esse medo agora é igual entre os que pretendem eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, mas dispara para 43% entre os que votaram em Simone Tebet (MDB) e 34% em Ciro Gomes (PDT).
Um quarto das pessoas também cita o trabalho (25%) –número que oscilou um ponto percentual para baixo desde a última rodada do levantamento, em 29 de setembro– e os familiares (24%), que subiram três pontos, dentro da margem de erro.

Em seguida vêm os amigos ou colegas, com quem um quinto dos brasileiros evita dialogar sobre a disputa eleitoral. Duas outras situações em que a parcela de preocupados variou para cima foram as igrejas ou cultos (de 16% para 18%) e escolas ou faculdades (de 9% para 12%).

Só 2% citam desconforto ao responder pesquisas eleitorais, e 13% dizem não ver incômodo em nenhuma dessas situações, com oscilação negativa de um ponto.

A apreensão é reflexo da série de episódios de violência política que marcou a campanha de 2022 pelo Brasil. Por outro lado, a redução do incômodo em locais públicos, por exemplo, pode ser uma reação à tranquilidade, em geral, no dia do primeiro turno.
A pesquisa aponta que as maiores diferenças entre os eleitores de Lula e Bolsonaro ocorrem nas igrejas, onde 22% dos lulistas temem falar sobre política contra 15% dos bolsonaristas, e no trabalho, onde o placar fica em 27% a 23%.

No geral, mulheres, jovens e moradores do Norte do país também veem mais problema em conversar sobre as eleições nos cultos e com a família. Já os mais ricos, escolarizados e habitantes do Sudeste se preocupam mais com desconhecidos.
Nesta rodada o Datafolha ouviu 2.912 pessoas de 16 anos ou mais em 181 cidades, de segunda (17) a quarta (19), com margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, considerado o índice de confiança de 95%. Contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07340/2022.


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