Desproporcionalidade define os Fundos Partidários dos partidos políticos distribuídos entre seus candidatos nas eleições deste ano. Enquanto uns recebem muito, outros menos, e alguns nada.
Como é o caso do PSC. Na disputa para uma das oito vaga da Câmara Federal, o PSC conta com seis candidatos, mas, segundo as prestações de contas, a direção nacional da Sigla tem investido na eleição de apenas uma: a empresária de Sorriso, Eliane Pereira Borges dos Santos – cujo nome de urna é Ane Borges.
Conforme dados apresentados à Justiça Eleitoral, Ane Borges recebeu do Diretório Nacional do PSC R$ 500 mil para investir em sua campanha, enquanto que três candidatos tiveram que dividir R$ 150 mil entre eles.
Estreante na política, Ane Borges é sócia proprietária de duas empresas: Bs Spe Villa Sorriso S.A. e Construtora Bs S.A. À Justiça Eleitoral declarou ter R$1.217.751,00 em bens, sendo que: R$ 703.120,00 em quotas ou quinhões de capital; R$ 23.631,00 em veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc.; R$ 11 mil em joia, quadro, objeto de arte, de coleção, antiguidade, etc; e um terreno avaliado em R$ 480 mil.
Enquanto a empresária terá R$ 500 mil, doados pelo partido, para investir em sua campanha, os demais candidatos do PSC, para o mesmo cargo: Marcos Harter, Margareth Cardoso e Elton Mazett, receberam, cada um, 50 mil da direção nacional da sigla.
A desproporcionalidade na distribuição da verba, foi criticada em live feita pelo candidato Marcos Harter em sua rede social Instagram. A live foi transmitida ontem (15.09) e o candidato disse se sentir decepcionado e triste, com a forma que o seu partido tem feito a divisão dos recursos.
Já os candidatos do PSC: Carlinho da Esmeraldo e Nilza Rodrigues, ainda não prestaram contas à Justiça Eleitoral de seus recursos recebidos.