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Cidades Sábado, 30 de Julho de 2022, 15:12 - A | A

Sábado, 30 de Julho de 2022, 15h:12 - A | A

PERIGO, PERIGO /veja vídeo

Alta velocidade na avenida Leôncio Lopes exige redutores e restauração de guias e calçadas

Trechos sem redutores de velocidade numa avenida que passa no meio de vários bairros já foram palco de atropelamentos, batidas e mortes

Jorge Maciel / VGNotícias

Nove acidentes, sendo três fatais, dois atropelamentos e quatro com sérios danos materiais ainda não foram suficientes para fazer com que a Prefeitura de Várzea Grande tomasse uma decisão de conter a alta velocidade e concluir trechos da avenida Leôncio Lopes de Miranda, que liga o centro da cidade aos bairros Novo Mato Grosso, Primavera, Bonsucesso, no extremo sul da cidade, na extensão da avenida Alzira Santana até a rodovia dos Imigrantes.

A avenida divide o bairro Santa Maria e pedestres atravessam a todo momento. O problema maior está entre os bairros  Primavera e Santa Maria II, onde duas curvas fazem extremidades ao ‘baixadão’, até a chegada da rotatória da Alzira Santana, chegando ao conhecido Mercado Costa Verde.

Clique e veja matéria publicada há um ano sobre problemas na via

avenida

Em algumas esquinas, guia e calçada quebradas forçam pedetres a dividir pista com os veículos

Nesse trecho, que compreende cerca de 2,8 quilômetros, a alta velocidade empreendida mais se parece com as provas automobilísticas de alta rotação. Caminhões, ônibus, veículos pequenos e motocicletas passam com velocidade que assustam pedestres, comerciantes e moradores – embora no baixadão haja uma grande área verde, não habitada, em um dos lados.

 -“Quando houver um acidente de maiores proporções, capotamento, com perdas de mais vidas talvez alguém tome uma providência”, diz o comerciante [aqui chamado pelo pseudônimo de Cláudio]. Outro empresário, [que aqui é chamado de Lucas], diz que o perigo é tão grande e que só sinalizar com placas indicativas não vai evitar uma tragédia. “Quando houver mortes, a prefeitura instalará redutores. É sempre assim”, diz a comerciante [Lúcia]. “ A gente só reage quando algo pior acontece, e o certo seria prevenir”, acrescenta ela.

A avenida é a mais recente obra rodoviária da cidade, com tráfego desde 2020, ainda na administração passada. Nestes três anos, os serviços complementares nunca foram concluídos em definitivo – há guias e calçadas interrompidas, cascalho nas pistas, não há acostamento, esquinas esburacadas, com muita terra.

Todo esse estado de abandono no curso da avenida põe em risco a vida de transeuntes, que dividem a faixa das pistas, em alguns trechos, com automóveis e motos sempre em velocidade excessiva, acima dos 100 km/h.

-“Ali faremos instalação de lombadas eletrônicas, não redutores de velocidade”, disse mais uma vez o secretário municipal  Breno Gomes (Serviços Públicos e Mobilidade Urbana), explicando que a prefeitura não tem outra solução para o caso. As lombadas eletrônicas anunciadas por Breno, entretanto, não têm data prevista, podendo ser neste ano ou no ano que vem.

_“O processo licitatório está caminhando. Licitações são sempre imprevisíveis pois algumas vezes são embargadas”, explica ele, reeditando versões que já foram dadas repetidamente há mais de um ano. Nesse intervalo, duas pessoas morreram e outros tiveram seus veículos avariados por acidentes.

Alguns moradores disseram ao que pretendem procurar o prefeito Kalil Baracat para que ele tome a iniciativa, de, pelo menos, construir redutores, antes que algo pior aconteça. “Que instalem lombadas eletrônicas que tardam ou nunca vêm depois”, afirma outro morador.

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