MP manda investigar vereador Nilo Campos

Fotos comprometedoras teriam sido usadas para pressionar vereador a votar pelo afastamento da prefeita

Edina Araújo/VG Notícias

O Ministério Público do Estado (MPE/MT) instaurou dois inquéritos, civil e criminal, para investigar condutas de vereadores de Várzea Grande.

Em um dos inquéritos, o MPE apura ameaças feitas por um grupo de vereadores contra o colega de Parlamento Nilo Campos (DEM), para que ele (Nilo) votasse favorável as denúncias apresentadas pelo suplente de vereador do PV, Missionário Brito contra a prefeita Lucimar Campos (DEM), protocoladas na Câmara Municipal, em que pediam o afastamento da Democrata.

Após protocolar as denúncias na Câmara, o Missionário Brito foi ao Gaeco e fez uma queixa alegando que a assinatura não era dele. Clique Aqui e Aqui confira  matéria relacionada.

De acordo com o relato do vereador Pedro Paulo Tolares (DEM) – o Pedrinho -, ao VG Notícias, o grupo contava com 13 votos e precisava de mais um, para aprovar o afastamento da prefeita Lucimar pelas acusações apresentadas à Casa de Leis pelo Missionário, porque conforme o Regimento Interno da Câmara, para afastar a prefeita teria que ter dois terços dos votos. Foi onde o presidente do Partido Verde (PV), sendo que na ocasião Nilo estava filiado ao PV -, Luiz Antônio disse que tinha como fazer o vereador Nilo Campos acompanhar a votação contra a democrata.

Ainda conforme Pedrinho, Luiz Antônio disse ao grupo, que tinha fotos comprometedoras contra Nilo Campos com meninas menores de idade, em uma festa realizada na beira da piscina em sua residência. Nesta festa, conforme Luiz Antônio confidenciou ao grupo, e Pedrinho relatou ao VG Notícias, estava Nilo Campos, Luiz, o assessor do Taborelli – o Pio, e mais alguns empresários que ele não quis revelar os nomes. “O Luiz Antônio mostrou ao Charles Caetano seis fotos que fariam com que Nilo votasse pelo afastamento de Lucimar”.

Pedrinho disse ainda, que incumbiram o vereador Wanderley Cerqueira e o suplente Charles Caetano para falar com Nilo sobre a situação. Nilo Campos teria chorado com receio que as fotos viessem à tona e o prejudicasse. E após longa conversa, de acordo com Pedrinho, ficou acertado que Nilo votaria com o grupo. No entanto, na próxima reunião que agendaram, Nilo foi acompanhado de seu advogado falar com os encarregados de dar um “fecha” em Nilo. Na oportunidade, Pedrinho disse que Charles teria dito ao Nilo que foi bom ele ter ido com o advogado, porque o caso era sério, foi quando expuseram sobre a foto ao advogado de Nilo, e ele teria concordado que seu cliente não tinha saída.

De acordo com Pedrinho, o advogado de Nilo ainda teria lembrado ao seu cliente, que o caso dele era complicado, uma vez que já tinha antecedentes, “seu pai já havia sido preso por pedofilia e Nilo já respondeu processo por postagem de pedofilia em seu suposto blog”. Para garantir o voto, Charles Caetano teria mandado Nilo assinar uma carta de renúncia, para caso voltasse atrás. Estava tudo certo para que os 14 votassem pelo afastamento da prefeita. Porém, na última hora, Nilo titubeou e mudou o voto.

Revoltados, os vereadores iam apresentar a carta de renúncia de Nilo Campos, que protocolou na Câmara um documento dizendo que não tinha pretensão de renunciar e não autorizava ninguém fazer isso por ele. Confira documento final da matéria.

Por conta do “teor” das ameaças, que envolve fotos íntimas com menores, o Ministério Público abriu procedimento criminal para investigar Nilo Campos.

O promotor Luciano Freiria de Oliveira encaminhou ofício ao delegado regional, Wladimir Fransosi para que ele intime Pedrinho, Luiz Antônio, Charles Caetano Pio, e o interrogatório de Nilo Campos.

Eles serão ouvidos para falar sobre a festa com presença de menores, no intuito de averiguar se houve a prática de crimes sexuais.

Em relação ao caso noticicado, o vereador Pedro Paulo Tolares entregou ainda ao VG Notícias, um CD com gravação da visita em que o suplente de vereador, Charles Caetano, o presidnete do PV de Várzea Grande, Luiz Antonio e o assessor do deputado Pery Taborelli, conhecido como Pio, fizeram a noite, à residência do Missionário Brito para tirar satisfação dos motivos que o levou a denunciar ao Gaeco que não havia assinado as denúncias contra a prefeita apresentada à Câmara de VG.  

As gravações com todo relato do vereador Pedro Paulo Tolares e da visita à residência de Brito foram entregues ao Ministério Público para providências e será encaminhado ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e também para a Câmara de vereadores para providências cabíveis.

Outro lado - Nilo Campos negou as denúncias de Pedrinho e disse que a única coisa que quer é trabalhar por Várzea Grande.

Já o advogado e suplente de vereador, Charles Caetano disse que o vereador Pedrinho tem que provar as denúncias.

O presidente do PV, Luiz Antônio também negou que tenha pressionado o vereador Nilo.

 

Clique no "play" para ouvir o relato do vereador Pedrinho ao VG Notícias:

 

 

 

Confira segundo áudio, entregue pelo vereador Pedrinho ao VG Notícias, onde Charles Caetano, Luiz Antônio e o Pio, assessor do deputado Taborelli procuram missionário Brito:

 


Fonte: VG Notícias

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