A primeira-dama e secretária de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), Terezinha Maggi, em entrevista exclusiva ao VG Notícias, disse que deixa o governo no próximo dia 31, depois de sete anos e meio a frente da pasta, com a missão cumprida. “Agradeço a Deus pela oportunidade e por termos conseguido fazer a diferença no governo. Tivemos êxito em todas as áreas”, declara.
Personalidade forte e polêmica, muitas vezes indo de encontro às decisões do próprio governador Blairo Maggi (PR), além de ter deixado muitos políticos “enfurecidos” com sua sinceridade a respeito da atuação de alguns deles, na área social, mas ao longo destes anos, Terezinha conquistou o respeito e o apoio, principalmente, das entidades de classe do Estado, como Lyons, Rotary, Maçonaria, associações de bairros, igrejas de todos os credos e da população mais carente de Mato Grosso.
Firme ao criticar quem não age corretamente, em seu ponto de vista, porém sensível quando o assunto são os desafortunados. Questionado quais os projetos que mais sente satisfação de ter implantado em favor da sociedade, Terezinha afirma que todos têm o mesmo valor e importância para ela - e faz uma comparação, “é igual o amor dos filhos, se você tiver 10, todos são importantes e o amor é o mesmo”, justifica.
A secretária quando assumiu a pasta, não pretendia fazer “assistencialismo”, mas acabou se rendendo, segundo ela, por conta do déficit social que encontrou em Mato Grosso, durante suas “andanças” pelo Estado. Ela disse que não tem como não fazer o assistencialismo. “Ao visitar uma família ao deparar com uma situação de miséria, sem ter o que por a mesa, não há como fugir desta triste realidade. Por isso, sou a maior defensora do Bolsa Família do governo Lula”, destaca.
Terezinha Maggi define como social, o acesso a moradia, estradas, qualificação profissional, registro civil, regularização matrimonial, o microcrédito que auxilia os pequenos empreendedores a juros zero, o natal para criança, entre outros programas que ela sente orgulho em descrever. No entanto, vai deixar para trás um projeto que idealizou – por conta da legislação eleitoral e pela marcação “cerrada” dos adversários, que é o “Programa Panela Cheia”, mas ainda tem esperança que o sucessor do governador, coloque em prática após o processo eleitoral de 2010.
Política – Questionada sobre projeto político, Terezinha Maggi garante que a prioridade no momento é eleger Maggi, senador, de quem ela se diz “cabo eleitoral número um” e será ainda, “a cabo eleitoral” número dois do governo do Estado (leia-se Silval Barbosa).
A respeito dos comentários que circularam sobre possibilidade de ser vice de Silval, ela confessa que seu nome foi colocado à disposição do partido – mas há impedimento por conta da legislação eleitoral – já que é esposa do governador, mas assegura que vai continuar ajudando a futura primeira-dama e secretária, Roseli Barbosa, para dar continuidade ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela equipe da Setecs.
Quanto à saída de Mauro Mendes do PR, Terezinha preferiu não comentar o assunto e disse apenas “que amizade entre as famílias continuam” - mas confessa que houve a reunião entre Maggi, Silval e Mendes e que aguardam uma decisão do empresário sobre o projeto de caminharem juntos no mesmo grupo.
Para finalizar, Terezinha Maggi reafirma que deixa o governo no próximo dia 31, junto com o governador Blairo Maggi, e confessa "vamos descansar uma semana e vamos por o pé na estrada para visitar os municípios, não como candidato, que isso não pode antes da convenção, mas para rever as pessoas, conversar com elas e sentir o que pensam".