A senadora Serys Slhessarenko (PT), assegurou a reportagem do VG Notícias, na tarde deste domingo (07.02) que deixará a vida pública caso seja preterida pelo PT e não puder ir a reeleição de seu mandato. Serys advertiu que poderá ser “a única mulher em Mato Grosso a chegar no mais alto posto da vida política, a abandonar a carreira”. Ela foi taxativa ao declarar que “se não sirvo para concorrer à reeleição de meu mandato, não sirvo para concorrer à eleição para outro cargo. Então abandonarei a política”.
A declaração da senadora é uma resposta ao desafio lançado pelo deputado federal Carlos Abicalil, ontem (06.02) durante sua posse a presidência do Diretório Estadual do PT, quando o parlamentar afirmou a imprensa, que tem mais chance de vencer a eleição para o Senado, e ainda afirmou que aglutina mais no partido do que Serys.
Serys afirmou que desconhece o critério usado por Abicalil para esta autoavaliação, uma vez que nas pesquisas ela aparece à frente do deputado. “Não sei qual o critério que ele está usando para afirmar que tem mais condições de vencer e aglutinar do que eu. Ele precisaria me informar embasado em que ele afirma isso”, cobrou Serys.
A senadora disse que o próprio Abicalil já fez pronunciamento na Câmara, destacando a importância de seu trabalho no Senado, para Mato Grosso. Ela destacou também que foi avaliada pelo Portal Transparência, sendo a única mulher entre os 10 parlamentares que mais apresentaram projetos relevantes à sociedade. “Então não sei o que preciso fazer mais para ter mais visibilidade”, questionou.
O argumento de Carlos Abicalil para Serys abdicar de concorrer à reeleição ao Senado é que a senadora tem mais densidade eleitoral do que ele - e teria mais chances de ajudar a eleger outro deputado federal com sua votação. Serys disse que em 2006, os petistas convidaram reiteradas vezes o deputado a disputar uma vaga no Senado, e ele não aceitou, “não sei porque essa decisão repentina agora de querer ser senador”, disse Serys Slhessarenko.
Questionada sobre a possibilidade da executiva nacional interferir em favor de Carlos Abicalil, a senadora disse que não acredita, mas não descarta, já sofreu interferência da executiva nacional na eleição a prefeitura de Cuiabá.