MT, 25 Julho 2014

 
Polícia Civil desarticula organização criminosa em Rondonópolis; Dono de Restaurante fornecia armas
Publicado em :05/02/2012 às 11:07
TAMANHO DA LETRA A A A
Foto: Divulgação
Os criminosos também roubavam motocicletas e malotes bancários e estão envolvidos em homicídios.
 

Dez integrantes de uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas, comércio de armas de fogo e munições e assaltos a residências, comércios e malotes bancários foram presos, na sexta-feira (03.02), na cidade de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), pela Polícia Judiciária Civil, na operação “Cascalhinho”. 

As investigações iniciaram há seis meses pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), com uma série de roubos que vinham ocorrendo no bairro Cascalhinho, que deu nome a operação. A polícia descobriu que a quadrilha promovia assaltos tanto em residências visando objetos de valores como joias e também no comércio de Rondonópolis. Os criminosos também roubavam motocicletas e malotes bancários e estão envolvidos em homicídios. 

De acordo com o delegado Claudinei Lopes, que preside as investigações, os alvos principais da operação eram Gabriel Henrique Castros de Carvalho, 23, sua mulher soldado da Polícia Militar, Daniela de Oliveira, 27, e Sandrinalvo Santana Soares Mota, 23. O primeiro, Gabriel Henrique, dava apoio e participava diretamente dos roubos, tendo sido reconhecido em três assaltos à residência ocorridos em novembro de 2011, na cidade de Pedra Preta.

Preso em flagrante e por mandado de prisão preventiva, Gabriel que já responde a dois processos criminais de posse ilegal de arma de fogo e receptação, atuava em Rondonópolis como falso advogado, inclusive com cartão de visita, e se apresentava com policial civil para obter vantagens na extorsão de traficantes. 

Sua companheira Daniela de Oliveira, 27, é soldado PM, e juntamente com Gabriel foi autuada em flagrante por crime de posse ilegal de arma de fogo. Na residência do casal, os policiais encontraram um revólver calibre 38 sem registro, e 41 munições do mesmo calibre, além de um colete balístico do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e uma caixa de cartões de visita do falso advogado e anéis. A Polícia Civil vai apurar se o colete foi furtado e é produto de peculato. 

O terceiro, Sandrinalvo Santana Soares Mota, 23, tem diversas passagens, entre elas três por roubo, ameaça, formação de quadrilha, posse ilegal de arma, corrupção de menores e receptação. 

Na operação também foi preso, Bruno Rodrigo da Silva Leonel, 25, com três passagens por roubo, duas condenações por furto, posse ilegal de arma, formação de quadrilha, receptação e corrupção de menores. Outro alvo, Fábio Santos Muniz, o “Fábio Boy, com três históricos criminais de roubo, latrocínio, porte ilegal de arma de fogo, tentativa de homicídio, uso de documento falso, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Ele foi morto no confronto com os policiais militares, no roubo à agência dos Correios de Poxoréu, no dia 1º de fevereiro. O suspeito estava com mandado de prisão para ser cumprido na operação. 

Conforme as investigações, os três, Sandrinalvo, Bruno e Fábio, mesmo recolhidos no presídio da Mata Grande mantinham contato via celular com os comparsas do lado de fora. A principal ajudante era Anny Karla Betti Pereira da Silva, com passagens por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e formação de quadrilha, fazia a “correria” para o comércio de drogas, armas e dava apoio nos assaltos. 

Conforme o delegado Claudinei Lopes, três integrantes do bando continuam foragidos. “A Delegacia continua o trabalho para a conclusão do inquérito, com as confirmações dos crimes perpetrados pela referida organização criminosa, verificando as ocorrências policiais, podendo representar por outras prisões de suspeitos que ainda não foram totalmente identificados”, disse o delegado. 

Dono de restaurante fornecia armas para a organização criminosa: A Polícia Civil descobriu que um dos principais braços da quadrilha era proprietário de um restaurante de comida mineira, localizado no centro de Rondonópolis, considerado um dos mais populares da cidade. 

Com histórico criminal de porte ilegal de arma de uso restrito corrupção passiva e estelionato/fraude de seguro, o empresário, Leandro Moraes Ferreira, 31, foi autuado por posse ilegal de munições de uso restrito, com pena de três a seis anos de reclusão. 

O empresário mantinha contato direto com Sandrinalvo e dava apoio com o fornecimento e negociação de armas e munições. Em seu restaurante, os policiais encontraram 44 munições calibre 9 mm (de uso restrito) e 40 munições calibre 380, além de vários estojos de calibre variados, todos deflagrados. 

A Polícia também apreendeu no estabelecimento dele 4 algemas da Secretaria de Segurança de Minas Gerais, que podem ser produto de peculato, já que Leandro foi agente prisional naquele Estado. Ele também tinha em seu poder uma carteira com o Brasão da Polícia Civil de Mato Grosso, dois notebooks e 37 cartões magnéticos bancários de clientes, que podem ter sido clonados, pois as respectivas senhas estavam coladas nos cartões. 

Na operação ainda foram presos Gilvan Silvério de Magalhães, por posse de objetos para preparação de drogas, cujas penas de três a dez anos de reclusão; Edmar Gonçalves dos Santos, o "Gauchinho", com histórico criminal de furto qualificado praticado na cidade de Pedra Preta. Ele tem também duas condenações por roubo, receptação, furto qualificado, todos em Rondonópolis e passagem por receptação em Jaciara. 

Edmar é considerado especialista em receptação de produtos agrícolas e outros. Em seu lava a jato, no Distrito Industrial, os policiais apreenderam aproximadamente 21 quilos de fertilizantes furtados de uma empresa esmagadora de grãos e várias caixas com carteiras de cigarros contrabandeadas expostas para vendas. O acusado foi autuado por receptação e contrabando. 

Ainda foi cumprido mandado de prisão contra Jean Henrique de Oliveira, 25, com passagens por receptação, posse ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação ao tráfico. 

Conforme o delegado Claudinei Lopes, outros três integrantes do bando continuam foragidos. “A Delegacia continua o trabalho para a conclusão do inquérito, com as confirmações dos crimes perpetrados pela referida organização criminosa, verificando as ocorrências policiais, podendo representar por outras prisões de suspeitos que ainda não foram totalmente identificados”, disse o delegado. 

Os presos foram encaminhados à Cadeia Pública e a policial militar recolhida junto ao Comando da Polícia Militar de Rondonópolis, já que não recolheu o valor da fiança arbitrado. 

Para a operação foram mobilizados 40 investigadores, 5 escrivães, lotados na Derf, núcleo de inteligência da Delegacia da Regional, Cisc, Delegacia da Vila Operária, DEA, Delegacias de Jaciara, Campo Verde e Grupo de Operações Especiais (GOE) de Cuiabá, sob o comando dos delegados da Derf Claudinei Lopes, José Lucídio e Antonio Araújo da Derf, e dos delegado Afonso Santos (Regional), Marcos Ferreira (Jaciara) e Fernando Vasco (Campo Verde).

 

 



Redação com Assessoria/PJC-MT
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