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Saúde Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014, 16:28 - A | A

Quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014, 16h:28 - A | A

Várzea Grande

MPE abre inquérito civil contra Secretaria de Saúde de VG para apurar quais providências são adotadas para reduzir mortalidade materna no município

Um relatório apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde demonstra que Várzea Grande está dentro dessa realidade.

por Lucione Nazareth/VG Notícias

O Ministério Público Estadual (MPE), instaurou um inquérito civil visando apurar quais providências a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, vem adotando para reduzir a mortalidade materna no município.

De acordo com o procedimento, estudos revelam que Mato Grosso possui uma alta taxa de mortalidade materna, sendo que 92% desses óbitos poderiam ser evitados. Um relatório apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde demonstra que Várzea Grande está dentro dessa realidade, e poderia ter evitado a grande parte dos óbitos registrados no município.

O artigo 196 da Constituição do Federal cita que “a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Devido a isso, e visando a promoção da melhoria da atenção obstétrica, o MPE determinou que no prazo de 30 dias (que começou a contar desde 24 de janeiro) o prefeito Walace Guimarães (PMDB) encaminhe o número de casos registrados de mortalidade materna no município nos anos de 2012 e 2013.

O prefeito precisa enviar ao Ministério Público, as ações de vigilância utilizada pelo município para mapear a razão dos casos registrados; número de profissionais existentes na Prefeitura (áreas social e saúde) para prover o acompanhamento correto durante o período gestacional das pacientes do SUS; montante de recursos oriundos de programas federais e estaduais, além dos recursos municipais destinados as ações de acompanhamento gestacional e de que forma são aplicados, além de indicar quais programas estão sendo aplicados junto ao município visando o acompanhamento durante o período gestacional e puerperal da mulher.

Caso Patrícia Alves da Costa – Quando se fala em mortalidade materna, impossível não se lembrar do caso de Patrícia Alves da Costa, que morreu em abril de 2013, após buscar por atendimento médico no Pronto-Socorro de Várzea Grande e não obtê-lo.

A jovem estava grávida de oito meses, e procurou a unidade hospitalar com fortes dores e perda de líquido. No entanto, foi aconselhada a ir embora sem ao menos ter feito uma ultrassonografia, pois, segundo o médico que a atendeu, a jovem só ganharia o bebê dentre de um mês.

Depois de ter sido orientada a retornar para casa, Patrícia continuou sentindo dores. Ela buscou atendimento no hospital Santa Helena em Cuiabá. Lá, a jovem recebeu a notícia de que o bebê estava morto e que ela precisaria passar por uma cirurgia de emergência para retirar a criança.

Sabendo do estado em que se encontrava o bebê, o quadro clínico da jovem se agravou. Ela perdeu muito sangue por conta de uma hemorragia, não resistiu e morreu na mesa de cirurgia.

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